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Fitoterapia
Controle de Qualidade e Estudo da Legislação
Elfriede Marianne Bacchi (mestra e doutora em Fitoterapia, professora junto ao Departamento de Farmacognosia da Faculdade de Farmácia da USP, e atualmente desenvolvendo pesquisa voltada à ação anti-úlcera e cicatrizante de plantas medicinais brasileiras) é uma das integrantes da comissão que trata da sua área no CRF-SP. Elfriede revela que a programação científica da Fitoterapia está voltada a questões muito atuais e dirige-se a profissionais vinculados à pesquisa, indústria e farmácia.
Grade científica - Segundo Elfriede Bacchi, neste evento, a Fitoterapia oferece múltiplas oportunidades para os profissionais que já atuam na área - alunos, farmacêuticos, pesquisadores e integrantes do serviço público. Para os dois primeiros grupos (alunos e farmacêuticos em geral) há o curso de Introdução à Fitoterapia. Também chamam a atenção uma palestra e um curso voltados a pesquisadores e farmacêuticos da indústria: "Com enfoque na atualização profissional, a primeira trata de Farmacologia de plantas medicinais. O segundo é o curso de Tecnologia de pesquisa fitofarmacêutica, ministrado pelo professor italiano, Roberto Della Loggia". Essa atividade se destina aos que trabalham em laboratórios fitoterápicos, interessados e pesquisadores da área de plantas medicinais, e ainda ao pessoal radicado em farmácias. Conforme Elfriede, um segmento em franca expansão hoje é a Fitoterapia no serviço público, alvo de palestra sob a responsabilidade da Coordenação Nacional de plantas medicinais em serviços públicos. A atividade tem endereço certo: profissionais que produzem e administram a utilização de fitoterápicos neste setor: "Serão discutidos os progressos e as alternativas empregadas para administrar os problemas da área identificados junto à rede pública e como é feito o respectivo controle de qualidade", diz.
Controle de qualidade - Com o ressurgimento do interesse pela Fitoterapia reforça-se a preocupação em coibir a comercialização e utilização de produtos que estão no mercado, sem o prévio conhecimento da ação do seu princípio ativo. Assim, é indispensável um rigoroso controle de qualidade dos dados que revelam a origem de plantas medicinais utilizadas nos medicamentos e suas especificações técnicas. "Controle de qualidade é a grande preocupação do momento. É preciso estar preparado para lidar com ele, tanto no que se refere à qualidade de informação, quanto na formação de profissionais", afirma. Um dos pontos a ser debatido é a identificação da origem das plantas. Elfriede cita o exemplo da Catuaba - vegetal afrodisíaco, com mais de uma espécie, encontrado em São Paulo, sul da Bahia e Paraná. "Quando ninguém sabe exatamente de onde vem uma matéria prima que está no mercado, a única garantia possível de qualidade será com a identificação da espécie vegetal, verificação dos componentes presentes, e, se possível, testes farmacológicos e toxicológicos". Frente ao processo deve estar o farmacêutico, "profissional habilitado a assumir este conjunto de atividades", diz.
Legislação - O registro de fitoterápicos baseia-se numa rígida portaria de 1995. A nova norma no momento está em fase final de revisão pelo governo, e para breve aguarda-se sua publicação. "Pela polêmica que o tema certamente irá gerar quanto à adequação e cumprimento, nos antecipamos: haverá uma mesa redonda para a discussão da sua aplicação, e, entre outros aspectos, fiscalização e atuação da indústria", diz. Como estão ocorrendo grandes mudanças, é preciso que haja uma ampla discussão por parte de todos os segmentos envolvidos na área. Elfriede Bacchi lembra que esta é a oportunidade de trocar informações sobre questões da atualidade e que ainda não chegaram a publicações especializadas. Estarão presentes ao evento do CRF-SP profissionais experientes (tanto do setor privado como público) dispostos a discutirem os temas do programa. "É o melhor convite para que todos participem deste Encontro", conclui.
Fonte:
CRF/SP setembro de 99 nº 38
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